Pequeno ARQUITETO
Nas Lojas que trabalham o Rito Escocês Antigo e Aceito, há 22 cargos. São, pois, 22 oportunidades de aprendizado e colaboração, em que nenhuma delas é “superior” ou “melhor” que a outra.
Indiferentemente de onde se assenta, do número de falas ou da movimentação durante a sessão, nada serve para qualificar ou diferenciar um OBREIRO, pois o que importa é a OBRA.
Em uma forma alegórica, a Loja é um universo em miniatura e para que esse microuniverso de matéria, energia, espaço e tempo cumpra sua missão, alguém deve estar à frente da parte artística e social da Loja.
Mas o que pode ser a “parte artística e social” de uma Loja Maçônica?
São nossos instrumentos de trabalho, utensílios usados nas sessões, paramentos e símbolos, sejam eles físicos e pintados, ou mesmo os móveis.
O cargo de Arquiteto deve ser exercido por Irmãos que possuem certas características essenciais. Deve ter disponibilidade para ser um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair.
Deve chegar mais cedo para verificar se tudo o que será preciso para o brilhantismo da sessão encontra-se no Templo. Caso esteja faltando algo, é possível providenciar ou solicitar que algum Irmão o faça antes de ir para a Loja.
Do mesmo modo, é necessário que fique após a sessão para, com a ajuda de outros Irmãos, guardar os materiais e apagar as velas.
NO REAA, NÃO HÁ O ACENDIMENTO NEM O ABAFAMENTO DAS LUZES.
CABE AO ARQUITETO ACENDER AS VELAS QUANDO OS IRMÃOS ESTIVEREM
NO ÁTRIO E APAGÁ-LAS APÓS A SAÍDA DO ÚLTIMO IRMÃO.
Decerto, essas afirmativas podem ter gerado questionamentos. Sem dúvida, é muito bonita e simbólica a ritualística do acendimento e do abafamento das velas praticada por outros Ritos. Porém, nem tudo o que vemos de bonito na Loja dos outros podemos levar/ter em nossa Loja.
A questão, por exemplo, de as velas serem acesas antes do começo da reunião é porque vamos às sessões à procura da Luz. Ela já está lá dentro e, quando vamos embora, ela continuará a iluminar simbolicamente no sacro espaço e tempo do Templo.
Permita-me uma comparação lúdica e até jocosa para exemplificar. Você está em uma festa e lhe apresentam uma mulher bonita. Você, como um bom mineiro “apreceia”, mas não leva para casa, pois sabe que resultará em confusão. Assim, quando nos apresentarem formas diferentes e bonitas de trabalhos ritualísticos, apenas as apreciamos.
É interessante que o cargo de Arquiteto seja de Mestre Instalado ou um Mestre com boa vontade. Mestre Instalado, dado que, em âmbito teórico, tem anos de experiência com os cargos e Mestre com boa vontade, a fim de que possa estudar e saber responder às perguntas.
Que perguntas? Perguntas advindas dos Aprendizes.
É salutar que o trabalho do Arquiteto seja acompanhado pelos Aprendizes, para que estes já memorizem os assentos e as Joias dos cargos.
Por falar em Joias, a Joia do Arquiteto é a única com dois instrumentos diferentes: o Maço e o Cinzel, com uma sutil mensagem subliminar. Contudo, eles não são os instrumentos de trabalho do Arquiteto, portanto cabe a ele os guardar ou os disponibilizar. Por isso, apresentam-se cruzados ou sobrepostos, nunca em “posição” de uso.
PEQUENO OU GRANDE, ELES SEMPRE DISPONIBILIZAM OS
INSTRUMENTOS PARA O CUMPRIMENTO DE NOSSA MISSÃO.
Neste 19º ano de compartilhamento dos artigos dominicais, reafirmo o desejo de independente de graus, cargos ou títulos, continuar servindo os Irmãos com propostas para o Quarto-de-Hora-de-Estudo. Uma lauda para leitura em 5 minutos e 10 minutos para as devidas complementações e salutares questionamentos.
O exíguo tempo é um exercício de objetividade e pragmatismo que visa otimizar os trabalhos e cumprir integralmente o ritual.
Convosco na Fé - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club
MI GMAdV 33°REAA 33°RB 9°RM MMM Shriner
CT REAL ARCO CT ARCO REAL HRAKTP
PRESIDENTE DO MINAS GERAIS SHRINE CLUB
Contato: 0 xx 31 99959-5651 / quirino@roosevelt.org.br
Facebook: (exclusivamente assuntos maçônicos) Sergio Quirino Guimaraes
Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom
Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.