NÃO SE APRESSA O VENTO

A definição popular de vento é o ar em movimento. Do ponto de vista científico, resulta das variações de temperatura da atmosfera, gerando o deslocamento de massas de ar com densidades diferentes. Sejam quais forem as palavras que usemos nas explicações, ficará intrínseco que o vento é uma força.

Essa força, há séculos, espalha as sementes pelo mundo. Levou os navegadores a outros continentes e, nos tempos modernos, é fonte de energia. Assim, há milhares de anos, a Terra caminha de forma incessante em um espaço etéreo, sem o mínimo barulho, relacionando-se cegamente com essa força por leis fixas e imutáveis que resultam na evolução natural.

Na Maçonaria, o mundo, o vento e a força podem ser a alegoria de uma trajetória maçônica. O mundo é o homem, esteja ele em qualquer estágio de evolução. O vento é o grau, e a força é o desejo do grau.

Todo desejo descabido produz um resultado negativo ou falso positivo. Em âmbito maçônico, equivale à ambição por galgar graus ou a intervenção negativa para a quebra do interstício. É uma ilusão acreditar que o Aprendiz nasce na iniciação, que o Companheiro se habilita na elevação e que é na hora da exaltação que a maestria se instala no Irmão.

MAÇONARIA É TEMPO, É SOMATÓRIO, É MOVIMENTO.
TEMPO DE APRENDIZADO, SOMATÓRIO DE COMPANHEIRISMO E AÇÃO PLENA.

Devemos, portanto, compreender que as mudanças de graus não são “benesses”, muito menos obrigações. Somente o tempo consolida aprendizados e desbasta arestas sem deixar cicatrizes.

Há um pequeno texto, cujo autor desconheço, mas sugiro leitura e intercâmbios no quarto de hora de estudos para que cada Irmão reflita quanto ao perigo de apressar seu processo. O “vento” pode inflar uma vela e impulsionar um navio, mas também pode rasgá-la, deixar o navio à deriva, perdido no oceano de oportunidades e distante de um porto seguro.

O Homem e a borboleta – Respeito ao processo

“Um homem estava observando, horas a fio, uma borboleta, esforçando-se para sair do casulo. Ela conseguiu fazer um pequeno buraco, mas seu corpo era grande demais para passar por ali. Depois de muito tempo, ela pareceu ter perdido as forças e ficou imóvel.

O homem, então, decidiu ajudar a borboleta. Com uma tesoura, abriu o restante do casulo, libertando-a imediatamente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observá-la, esperando que, a qualquer momento, suas asas se abrissem, e ela levantasse voo. Mas nada disso aconteceu. Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas, incapaz de voar.

O que o homem – em sua gentileza e vontade de ajudar – não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura foram o modo escolhido pela natureza para exercitá-la e fortalecer suas asas.

Algumas vezes, um esforço extra é justamente o que nos prepara para o próximo obstáculo a ser enfrentado. Quem se recusa a fazer este esforço, ou quem tem uma ajuda errada, termina sem condições de vencer a batalha seguinte e jamais consegue voar até o seu destino.”

Neste 19º ano de compartilhamento dos artigos dominicais, reafirmo o desejo de independente de graus, cargos ou títulos, continuar servindo os Irmãos com propostas para o Quarto-de-Hora-de-Estudo. Uma lauda para leitura em 5 minutos e 10 minutos para as devidas complementações e salutares questionamentos.
O exíguo tempo é um exercício de objetividade e pragmatismo que visa otimizar os trabalhos e cumprir integralmente o ritual.
Convosco na Fé - Robur et Furor
Fraternalmente

Sérgio Quirino
Minas Gerais Shriner Club
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