GUARDA DO TEMPLO
Os Irmãos já se deram conta de que, durante os trabalhos, dois Irmãos estão sempre prontos a nos “defender” e à disposição deles há uma “arma”?
A “arma” em questão é uma espada. A Flamejante está relacionada aos aspectos não materiais, tendo em vista que se encontra no oriente, sendo manuseada pelo Venerável Mestre em ocasiões especiais.
A Espada Flamejante possui uma interessante simbologia, indubitavelmente retirada do Livro de Gênese, na passagem em que Adão e Eva são expulsos do paraíso, conduzidos por um anjo que portava esta espada e ficara responsável pela proteção do Éden.
A outra espada, além do simbolismo de proteção e guarda, também deve ser feita de metal. Não pode ser de madeira, mesmo que esteja pintada com todos os detalhes característicos de uma espada.
Há alguns detalhes que não podem passar despercebidos ou desconhecidos pelos Irmãos e que devem provocar salutares conjecturas filosóficas e, até mesmo, esotéricas.
Muito comum, variando conforme o Rito, encontrarmos o Guarda do Templo assentado ou na Coluna do Sul ou na Coluna do Norte. Porém, há Ritos que o colocam de costas para a porta do Templo, em linha reta com o Venerável Mestre, como pontos que delimitam o eixo da Loja.
A visão/explicação esotérica é que há uma conexão oriente/espiritual com o ocidente/material e que os cargos/pessoas catalizadores são o Venerável Mestre e o Guarda do Templo. Por isso, há o alinhamento, a presença das duas espadas e o sentido em que elas permanecem durante os trabalhos: a do Venerável Mestre sempre na horizontal e a do Guarda do Templo sempre na vertical.
Nessa mesma linha de pensamento e estudo, há a instrução de que a espada do Guarda do Templo deve ser segurada pelas duas mãos, que a ponta esteja encostada no chão e que o cargo seja ocupado por um Irmão “centrado”.
E qual seria o motivo? Aterramento. Não creio haver algum Maçom que nunca tenha percebido/sentido as vibrações, as energias, as sensações ou as impressões extrassensoriais durante uma reunião. Sempre saímos fortalecidos e carregados com boas energias das sessões.
Às vezes não? Foi pela “produção” de más vibrações ou pelo mantenimento delas?
Já repararam que, na joia do Guarda do Templo (REAA), as espadas estão com as pontas voltadas para baixo? E que, apesar de ser apenas UM GUARDA do Templo, há DUAS ESPADAS?
Se a função primaz do Guarda fosse manter a integridade física do Templo, não haveria a necessidade do Cobridor Externo. Então é por isso que são duas espadas? Uma para cada guardião da porta? Não! A joia do Cobridor Externo tem outro elemento simbólico alegórico.
O Guarda do Templo, simbolicamente, representa a autoridade que nos induz, o policiamento de nossas manifestações. Ele é o único que pode abrir as portas do Templo e, com essa mesma autoridade, pode arguir com a ponta da espada no coração de qualquer temerário que se arroja a forçar a entrada, e todos nós sabemos que ninguém ousa entrar em nosso recinto sagrado sem a permissão dele.
As duas espadas representam que sua guarda está em dois planos.
NO INÍCIO DOS TRABALHOS, ELE “SELA” O TEMPLO
COM O PUNHO DE SUA ESPADA. NOS GIROS, O
VENERÁVEL INICIA A ESTRELA, E ELE A COMPLETA.
Neste 19º ano de compartilhamento dos artigos dominicais, reafirmo o desejo de independente de graus, cargos ou títulos, continuar servindo os Irmãos com propostas para o Quarto-de-Hora-de-Estudo. Uma lauda para leitura em 5 minutos e 10 minutos para as devidas complementações e salutares questionamentos.
O exíguo tempo é um exercício de objetividade e pragmatismo que visa otimizar os trabalhos e cumprir integralmente o ritual.
Convosco na Fé - Robur et Furor
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Minas Gerais Shrine Club
MI GMAdV 33°REAA 33°RB 9°RM MMM Shriner
CT REAL ARCO CT ARCO REAL HRAKTP
PRESIDENTE DO MINAS GERAIS SHRINE CLUB
Contato: 0 xx 31 99959-5651 / quirino@roosevelt.org.br
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